terça-feira, 9 de março de 2010

Macumba & Aguaceiro

Sou mais ou menos espírita. Além disso, Papai do Céu me brindou com um QI que é computado em um número positivo, ou seja, maior que zero. Então não acredito minimamente na Fundação Cacique Cobra Coral. Para quem não sabe, é uma fundação dita espiritualista regida por esta entidade que teria o poder de mexer no clima. Sim, você leu direito: mexer nas condições do tempo. A prefeitura do Rio tem um convênio com estes senhores (espero em Deus que seja sem dinheiro envolvido!) para que, em nossas datas importantes, não chova. Teria sido assim no Reveillon: a chuva teria sido afastada daqui do Rio para os turistas poderem ter um bom espetáculo de queima de fogos. Curiosamente, a meteorologia disse que a massa de água esperada aqui se desviou (ou foi desviada? Hein? Hein? Hein?) para, adivinhem onde: Angra dos Reis. Graças ao convênio, a chuva que aqui causaria uma certa decepção nos turistas foi cair em Angra, matando algumas pessoas. A minha questão é: se a Prefeitura tem um contrato com esta sociedade para prestar um serviço, esta é responsável pelo dito. Digamos assim: a prefeitura contrata uma firma para recolher o lixo de determinada rua. Se a companhia o retira e o joga em cima de uma pessoa, matando-a, esta companhia e a prefeitura são solidariamente responsáveis. Ou seja: se a Fundação não faz o que promete, ela não pode ser contratada; se por outro lado é capaz de fazê-lo, assassinou algumas pessoas. Sob qualquer ponto de vista tem de haver uma punição. Como gostei do conceito, vou repeti-lo: se eles são incapazes de mexer no clima, rompa-se o contrato e, se houve dinheiro envolvido, que seja devolvido; se, porém, forem de fato capazes disso, a Fundação foi responsável pela destruição e morte em Angra. Sai dessa!
E mais: as fortes chuvas que caíram no Rio há dois dias ocorreram por que a prefeitura não havia renovado o convênio. A dita entidade é, além do mais, uma burocrata empedernida: por causa de uns dias, que ela poderia ter dado de bônus, deixou o Rio debaixo d'água.
Este texto foi escrito em março de 2010. Século XXI. No creo en los otarios, pero que los hay, los hay.